O PAÍS A RÉGUA E ESQUADRO
URBANISMO, ARQUITETURA E MEMÓRIA NA OBRA PÚBLICA DE DUARTE PACHECO

SANDRA VAZ COSTA


ISBN: 979-989-8481-12-2

ANO: 2012 | Abril

FORMATO: 243 X 220 mm

PÁGS.: 244

PVP: € 28,00 (6% IVA Incluído)

COLEÇÃO: Fora de coleção



"Desenhar um país a alta velocidade
“ O País a régua e esquadro” é um belo e oportuno livro onde vida e obra de Duarte Pacheco são fixadas a partir de uma investigação apostada em fazer a “anatomia de um mito”.
Resultado do estudo que Sandra Vaz Costa elaborou no quadro da sua dissertação de doutoramento apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que tive o grato prazer de orientar em colaboração com a Professora Maria João Neto, esta obra representa o culminar de um longo trabalho de investigação .
Partindo de alguns trabalhos anteriores e ampliando o conhecimento da personagem Duarte Pacheco, Sandra Vaz Costa desfaz e refaz o mito do trabalhador incansável, do estratega voluntarioso, do politico sagaz, do engenheiro empenhado na transformação do seu país, do ministro desassombrado em estado de vertigem apaixonada pela modernização. 
Considerando o “tempo e o modo” de Duarte Pacheco e identificando o seu método de trabalho em áreas tão diferentes e tornadas tão próximas quanto a direcção do Instituto Superior Técnico (IST), da Câmara Municipal de Lisboa, do Ministério da Instrução Pública e do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, com este trabalho o legado do politico surge numa nova perspectiva graças ao acesso a documentação inédita tratada com  a sagacidade e a vivacidade de uma investigadora informada capaz de criar uma rede sólida para suportar uma consequente e estimulante interpretação dos dados.
Desde o ano de 1925, quando Duarte Pacheco inicia a sua actividade como docente no IST até à data da sua morte, 18 anos depois, Sandra Vaz Costa questiona a ascensão meteórica do professor, que se lançou na empresa da construção das tão desejadas e reclamadas novas instalações, abrindo um capítulo novo na história do IST, de Lisboa e do país. Construção de uma história feita com qualidade prospectiva, movida pelo desejo de compreender a profundidade, alcance e actualidade da acção política de Duarte Pacheco, a autora analisa uma acção política que busca sentido na ideia de ciência aplicada ao serviço do bem-estar público, e por isso, apostada na modernização de um país.
No ano em que se comemora o centenário da criação do IST, a publicação deste livro pela IST Press constitui uma iniciativa editorial da maior importância para a necessária construção de uma história operativa, porque, apostada numa visão de futuro do país."

Ana Tostões
Instituto Superior Técnico
Presidente DOCOMOMO Internacional


Este livro aborda a Obra Pública empreendida por Duarte Pacheco e tem como principal objetivo contribuir para a clarificação do processo de conceção e concretização de todo um programa coordenado pelo político de 1925 a 1943. Referenciando o universo de estudo ao Urbanismo, Arquitetura e Memória Patrimonial no contexto português ao longo do período considerado, e com base na sua aplicação a seis estudos de caso, analisa-se no legado do político a relação entre o decreto, o projeto e o concreto. Considerando o modo de atuação de Duarte Pacheco e identificando o seu método de trabalho em áreas tão distintas quanto a direção do Instituto Superior Técnico, a Câmara Municipal de Lisboa, o Ministério da Instrução Pública e o Ministério das Obras Públicas e Comunicações, a obra de Duarte Pacheco surge numa nova perspetiva, possível através da recolha de uma parcela importante de informação, que clarifica o tempo, o modo, os serviços e os agentes que, no espaço de dezoito anos, modificaram a paisagem do país.


SANDRA VAZ COSTA, doutorada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é investigadora do Instituto de História da Arte da mesma Faculdade (IHA - Centro de Investigação) e técnica do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (Igespar,I.P). Autora e coautora de títulos e artigos científicos no âmbito da História da Arte, da Arquitetura, das Cidades e das Instituições, desenvolve investigação no âmbito do território, desenho urbano e produção arquitetónica portuguesa dos séculos XIX e XX. No desempenho das suas funções técnicas desenvolve ações de investigação, salvaguarda, e divulgação patrimonial, tais como rastreios e estudos, exposições, edições, encontros e comunicações.


ÍNDICE

AGRADECIMENTOS
ABREVIATURAS
PREFÁCIO por Ana Tostões
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I ANATOMIA DO MITO
1.1 A FACE BRANCA DO REGIME
1.2 A MEMÓRIA DO PAÍS

CAPÍTULO 2 O POLÍTICO NA ACADEMIA
2.1 OS ANOS DE FORMAÇÃO (1900-1923)
2.2 A ENGENHARIA POLITICA
2.3 A CONSTRUÇÃO DO 1ST: O PROJECTO E O CONCRETO

CAPÍTULO 3 OS MINISTÉRIOS DE PODER
3.1 A INSTRUÇÃO PÚBLICA (1928): LABORATÓRIO DE IDEIAS
3.2 OBRAS PÚBLICAS E COMUNICAÇÕES (1932-1936): O PLANO METÓDICO
3.3 A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (1938): UM PROGRAMA DE CIDADE
3.4 OBRAS PÚBLICAS E COMUNICAÇÕES (1938-1943): CONSTRUIR UM PAIS

CAPÍTULO 4 PENSAR LISBOA
4.1 DESENHO URBANO: O GRAU ZERO DA OBRA
4.1.1 O PLANO DA COSTA DO SOL
4.1.2 O PLANO DIRECTOR DE USBOA
4.2 LISBOA DE TEJO E MAR: OBRAS, ENGENHO E ARTE NA CIDADE-CAIS
4.2.1 AS GARES MARÍTIMAS
4.2.2 A PONTE SOBRE O TEJO
4.3 PATRIMÓNIO E IDENTIDADE: OS MUSEUS E A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA
4.3 I O MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA
4.3.2 O MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA

CAPÍTULO 5 UM DESENHO DE PAÍS
5.1 O GABINETE MINISTERIAL. PONTO DE ENCONTRO DE UMA IRMANDADE DESAVINDA: ENGENHEIROS E ARQUITECTOS
5.2. PROGRAMAS À ESCALA NACIONAL


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