Novas ideias para a Universidade

PEDRO CONCEIÇÃO
DIAMANTINO F. G. DURÃO
MANUEL V. HEITOR
FILIPE SANTOS


"A edição de um livro com este escopo largo tem cabimento por três ordens de razões: 1) por se enquadrar num momento de intensa interrogação sobre o futuro da Universidade portuguesa. 2) por ajudar a suprir uma evidente carência de reflexão estratégica sobre o tema. 3) na medida em que vem ajudar a colmatar uma grande carência de bibliografia de autoria nacional na matéria.

As Universidades portuguesas terão de se assumir plenamente como organizações "biológicas", capazes de aprender institucionalmente ("learning organizations") e de se adaptar, com criatividade, a um futuro de incertezas e de mudança vertiginosa, preparadas para fazer, com coragem e convicção, as reformas necessárias ainda que conjunturalmente impopulares.

A obra que agora se apresenta ao leitor procura dar um contributo positivo para a construção dessa visão estratégica. Elaborado a partir de um ciclo de Seminários e de debates qualificados no Instituto Superior Técnico, o presente livro contém matéria importante de reflexão num país onde são escassas as publicações especializadas sobre a temática universitária e frágil o debate verdadeiramente independente." 

Engenheiro Roberto Carneiro
Universidade Católica Portuguesa


Pedro Conceição é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, mestre em Economia e Gestão da Ciência e da Tecnologia pelo ISEG e encontra-se actualmente a concluir estudos conducentes à obtenção do grau Ph. D. in Public Policy na Lyndon B. Johnson School of Public Affairs, University of Texas at Austin, universidade onde tem sido Visiting Scholar no IC2 Institute. é assistente do Instituto Superior Técnico e investigador no Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico e no University of Texas Inequality Project (UTIP), The University of Texas at Austin.

Diamantino F. G. Durão formou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em 1969, tendo prosseguido os seus estudos no “Imperial College of Science, Technology and Medicine” da Universidade de Londres na área de Mecânica dos Fluidos e Combustão, onde obteve o Doutoramento em 1976.É Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico desde 1980 e Presidente do Instituto Superior Técnico desde 1993. Foi Ministro da Educação do XII Governo Constitucional em 1991 e em 1992.

Manuel V. Heitor formou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em 1981, tendo prosseguido os seus estudos no “Imperial College of Science, Technology and Medicine” da Universidade de Londres na área de Mecânica dos Fluidos e Combustão, onde obteve o Doutoramento em 1985. É Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico desde 1995 e presidente da Direcção da Secção Portuguesa do Instituto de Combustão. em 1999 foi nomeado coordenador nacional da Avaliação das Unidades de Investigação conduzida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Filipe M. Santos licenciou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa em 1994 e obteve o grau de Mestre em Gestão e Estratégia Industrial pela Universidade Técnica de Lisboa em 1997 estando actualmente a realizar estudos de doutoramento em Teoria Organizacional no departamento de “Management Science & Engineering” da Universidade de Stanford. É assistente do Instituto Superior Técnico desde 1997. 


INFORMAÇÕES 

FORMATO: 290 X 265 mm

PÁGS.: 230

ISBN: 978-972-8469-04-7

ANO: 1998

PVP: € 34,82 ( 6% IVA incluído)

FORA DE COLECÇÃO: Educação

NOTA: Inclui 12 fotografias de Augusto Alves da Silva


ÍNDICE

PREFÁCIO Roberto Carneiro

PREÂMBULO

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO: O CONTEXTO DA UNIVERSIDADE

1.1. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL DA UNIVERSIDADE

1.1.1. Fomento e Desenvolvimento do Sistema Educativo e do Sistema Científico e Tecnológico nos anos 50 e 60

1.1.1.1. Expansão do Sistema Educativo

1.1.1.2. Crescimento e Institucionalização do Sistema Científico e Tecnológico

1.1.2. Da Crise dos Anos 70 à Actualidade

1.1.2.1. A Crise no Sistema Educativo

1.1.2.2. O Questionamento do Sistema Científico e Tecnológico e a Emergência de Novas Perspectivas

1.1.3. Criação e Circulação de Conhecimento nas Sociedades Contemporâneas: o Papel da Universidade

1.2. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL E EVOLUÇÃO RECENTE DA UNIVERSIDADE EM PORTUGAL

1.2.1. A Evolução da Universidade em Portugal até ao fim dos anos 70

1.2.2 A Universidade no Sistema de Educação Nacional

1.2.3. O Enquadramento da Universidade Portuguesa no Sistema Científico e Tecnológico

OS CONFLITOS ENTRE PODERES ACADÉMICOS, DO ESTADO E DA SOCIEDADE CIVIL José Veiga Simão

CAPÍTULO 2. A MISSÃO DAS UNIVERSIDADES

2.1. AS FUNÇÕES DA UNIVERSIDADE

2.1.1. A Função Ensino

NOVO PARADIGMA E A INOVAÇÃO CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA Jorge Calado

ENSINO NA UNIVERSIDADE: ANONIMATO OU PERSONALIZAÇÃO ? Luís Valadares Tavares

2.1.2. A Função Investigação

A INVESTIGAÇÃO NA UNIVERSIDADE: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA  João Caraça

A UNIVERSIDADE E A EMERGÊNCIA DE NOVAS ÁREAS CIENTÍFICAS - CASO DE ESTUDO: A BIOTECNOLOGIA  Isabel Sá-Correia e Joaquim M. S. Cabral

SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL: REFORÇO DA INTERNACIONALIZAÇÃO E PERSPECTIVAS  Fernando Ramôa Ribeiro

2.1.3. A FUNÇÃO LIGAÇÃO À SOCIEDADE

UNIVERSIDADE - ESPELHO E MOTOR DA SOCIEDADE  Eduardo Raul Lopes Rodrigues

A UNIVERSIDADE E A BANCA  Emílio Rui Vilar

AS JÚNIOR EMPRESAS, AS UNIVERSIDADES E A EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA  Francisco Veloso e José Rui Felizardo

2.2. A MISSÃO DA UNIVERSIDADE FACE ÀS NOVAS SOLICITAÇÕES DA SOCIEDADE

UNIVERSIDADE, INDÚSTRIA E SOCIEDADE: DESAFIOS  Eduardo Beira

CAPÍTULO 3. ELEMENTOS DE RELACIONAMENTO ENTRE A UNIVERSIDADE E O ESTADO: FINANCIAMENTO E AVALIAÇÃO

3.1.CONCEITOS E MODELOS DE FINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES

3.1.1. Conceptualização do Financiamento

3.1.2. Mecanismos de Financiamento Público de Base

3.1.3. Aspectos do Financiamento Complementar

3.2. PASSADO RECENTE E PRESENTE DOS SISTEMAS DE FINANCIAMENTO EM PORTUGAL

AUTONOMIA E FINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES Luísa Cerdeira

3.3. PRINCÍPIOS PARA UMA NOVA METODOLOGIA DE FINANCIAMENTO PÚBLICO DAS UNIVERSIDADES

3.3.1. Abordagens ao Desenvolvimento de Modelos

3.3.2. Âmbito e Unidade de Análise do Modelo

3.3.3. Desenvolvimento do Modelo

3.3.4. Princípios para uma Metodologia de Financiamento Público das Universidades

3.3.5. Proposta para a estrutura de uma Fórmula de Financiamento Público

3.4. PERSPECTIVAS SOBRE A AVALIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES

3.4.1. Conceitos para a Avaliação da Eficácia das Universidades

A "AVALIAÇÃO" NA PROBLEMÁTICA UNIVERSITÁRIA  António Simões Lopes

AVALIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES: A EXPERIÊNCIA DO IST Marta Pile e Isabel Teixeira

THE QUALITY ASSESSMENT SYSTEM IN THE GERMAN UNIVERSITIES  Klaus Landfried

A CONCEPTUALISATION OF ACADEMIC STANDARDS IN HIGHER EDUCATION: A UK PERSPECTIVE Peter deVries

EXPERIENCES WITH EXTERNAL QUALITY ASSESSMENT IN DUTCH PRIVATE UNIVERSITIES  A. I. Vroeijenstijn

LEVALUATION DES UNIVERSITÉS FRANÇAISES  André Staropoli

CAPÍTULO 4. A INSERÇÃO DA UNIVERSIDADE NO SISTEMA DE INOVAÇÃO NA PERSPECTIVA DA ECONOMIA DO CONHECIMENTO

4.1. A CRIAÇÃO, DIFUSÃO E UTILIZAÇÃO DE CONHECIMENTO: IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

4.1.1. Características da Economia Baseada no Conhecimento

4.1.2. Impacto Económico do Conhecimento

4.1.2.1. Objectos, Ideias e Capacidades: os Ingredientes do Crescimento Económico

4.1.2.2. Utilização, Difusão e Produção de Ideias e Capacidades

4.1.3. Processos de Aprendizagem e Acumulação de Conhecimento: A Interacção entre Ideias e Capacidades

4.2. O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA ECONOMIA DO CONHECIMENTO

4.2.1. O Ensino: Produção de Capacidades

4.2.2 . A Investigação: Produção de Ideias

4.3. A PROTECÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL COMO MEIO DE PRESERVAR A INTEGRIDADE INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE

4.3.1. A Prática da protecção da Propriedade Intelectual em Universidades Americanas

4.3.2. Desafios e Oportunidades para a Protecção da Propriedade Intelectual

4.3.3. Um modelo para a valorização da investigação universitária

BALANÇO DA EVOLUÇÃO DO SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL NO FINAL DOS ANOS 80  Félix Ribeiro

PAPEL DA JNICT NO APOIO À CAPACIDADE TECNOLÓGICA E DE INOVAÇÃO NACIONAL ATÉ 1996 Fernando Ramôa Ribeiro

INOVAÇÃO E DIFUSÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA  Jorge Alves

INFRAESTRUTURAS TECNOLÓGICAS: PARA ALÉM DA INTERFACE UNIVERSIDADE-INDÚSTRIA  Francisco Veloso

CAPÍTULO 5. A ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DAS UNIVERSIDADES

5.1. UMA ABORDAGEM ORGANIZACIONAL À UNIVERSIDADE

5.2. UMA VISÃO SISTÉMICA DA UNIVERSIDADE

5.3. A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENVOLVENTE DA UNIVERSIDADE

5.3.1. A Relação entre a Envolvente e as Organizações

5.3.2. A Envolvente da Organização Universitária

5.3.3. A Evolução Histórica da Envolvente da Universidade

5.3.4. A Renovação Organizacional da Universidade

5.4. ANÁLISE DOS SUBSISTEMAS DA UNIVERSIDADE

5.4.1. Subsistema Psicossocial

5.4.2. Subsistema de Objectivos e Valores

5.4.3. Subsistema Estrutural

5.4.4. Subsistema Técnico

5.4.5. Subsistema de Gestão

5.5. UM MODELO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO PARA AS UNIVERSIDADES

5.5.1. Os Catorze Principios para a Organização e Gestão de Universidades

5.5.2. Proposta de Modelo de Organização para a Universidade

5.5.3. Um Modelo de Gestão para a Universidade

5.6. O ENQUADRAMENTO LEGAL E PRÁTICAS INSTITUCIONAIS DA UNIVERSIDADE PORTUGUESA

5.6.1. A Lei da Autonomia Universitária

A LEI DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA  Horácio Lopes

5.6.2. Caracterização dos Actuais Modelos de Organização e Gestão

5.7. UM NOVO ENQUADRAMENTO ORGANIZACIONAL PARA AS UNIVERSIDADES PORTUGUESAS

ÍNDICE DE ASSUNTOS

LISTA DE ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS

BIBLIOGRAFIA

a) Geral

b) Relatórios Públicos Mencionados no Texto

NOTAS BIOGRÁFICAS DOS AUTORES

NOTAS BIOGRÁFICAS DOS AUTORES DAS CONTRIBUIÇÕES

   

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Actualizado em 27 de Julho de 2010 | © Copyright 1999 IST Press