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PEDRO
CONCEIÇÃO
As Universidades portuguesas terão de se assumir plenamente como organizações "biológicas", capazes de aprender institucionalmente ("learning organizations") e de se adaptar, com criatividade, a um futuro de incertezas e de mudança vertiginosa, preparadas para fazer, com coragem e convicção, as reformas necessárias ainda que conjunturalmente impopulares. A obra que agora se apresenta ao leitor procura dar um contributo positivo para a construção dessa visão estratégica. Elaborado a partir de um ciclo de Seminários e de debates qualificados no Instituto Superior Técnico, o presente livro contém matéria importante de reflexão num país onde são escassas as publicações especializadas sobre a temática universitária e frágil o debate verdadeiramente independente." Engenheiro
Roberto Carneiro Pedro Conceição é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, mestre em Economia e Gestão da Ciência e da Tecnologia pelo ISEG e encontra-se actualmente a concluir estudos conducentes à obtenção do grau Ph. D. in Public Policy na Lyndon B. Johnson School of Public Affairs, University of Texas at Austin, universidade onde tem sido Visiting Scholar no IC2 Institute. é assistente do Instituto Superior Técnico e investigador no Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico e no University of Texas Inequality Project (UTIP), The University of Texas at Austin. Diamantino F. G. Durão formou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em 1969, tendo prosseguido os seus estudos no “Imperial College of Science, Technology and Medicine” da Universidade de Londres na área de Mecânica dos Fluidos e Combustão, onde obteve o Doutoramento em 1976.É Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico desde 1980 e Presidente do Instituto Superior Técnico desde 1993. Foi Ministro da Educação do XII Governo Constitucional em 1991 e em 1992. Manuel V. Heitor formou-se em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em 1981, tendo prosseguido os seus estudos no “Imperial College of Science, Technology and Medicine” da Universidade de Londres na área de Mecânica dos Fluidos e Combustão, onde obteve o Doutoramento em 1985. É Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico desde 1995 e presidente da Direcção da Secção Portuguesa do Instituto de Combustão. em 1999 foi nomeado coordenador nacional da Avaliação das Unidades de Investigação conduzida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Filipe M. Santos licenciou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa em 1994 e obteve o grau de Mestre em Gestão e Estratégia Industrial pela Universidade Técnica de Lisboa em 1997 estando actualmente a realizar estudos de doutoramento em Teoria Organizacional no departamento de “Management Science & Engineering” da Universidade de Stanford. É assistente do Instituto Superior Técnico desde 1997. INFORMAÇÕES FORMATO: 290 X 265 mm ÍNDICE PREFÁCIO Roberto Carneiro PREÂMBULO CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO: O CONTEXTO DA UNIVERSIDADE 1.1. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL DA UNIVERSIDADE 1.1.1. Fomento e Desenvolvimento do Sistema Educativo e do Sistema Científico e Tecnológico nos anos 50 e 60 1.1.1.1. Expansão do Sistema Educativo 1.1.1.2. Crescimento e Institucionalização do Sistema Científico e Tecnológico 1.1.2. Da Crise dos Anos 70 à Actualidade 1.1.2.1. A Crise no Sistema Educativo 1.1.2.2. O Questionamento do Sistema Científico e Tecnológico e a Emergência de Novas Perspectivas 1.1.3. Criação e Circulação de Conhecimento nas Sociedades Contemporâneas: o Papel da Universidade 1.2. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL E EVOLUÇÃO RECENTE DA UNIVERSIDADE EM PORTUGAL 1.2.1. A Evolução da Universidade em Portugal até ao fim dos anos 70 1.2.2 A Universidade no Sistema de Educação Nacional 1.2.3. O Enquadramento da Universidade Portuguesa no Sistema Científico e Tecnológico OS CONFLITOS ENTRE PODERES ACADÉMICOS, DO ESTADO E DA SOCIEDADE CIVIL José Veiga Simão CAPÍTULO 2. A MISSÃO DAS UNIVERSIDADES 2.1. AS FUNÇÕES DA UNIVERSIDADE 2.1.1. A Função Ensino NOVO PARADIGMA E A INOVAÇÃO CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA Jorge CaladoENSINO NA UNIVERSIDADE: ANONIMATO OU PERSONALIZAÇÃO ? Luís Valadares Tavares 2.1.2. A Função Investigação A INVESTIGAÇÃO NA UNIVERSIDADE: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA João CaraçaA UNIVERSIDADE E A EMERGÊNCIA DE NOVAS ÁREAS CIENTÍFICAS - CASO DE ESTUDO: A BIOTECNOLOGIA Isabel Sá-Correia e Joaquim M. S. Cabral SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL: REFORÇO DA INTERNACIONALIZAÇÃO E PERSPECTIVAS Fernando Ramôa Ribeiro 2.1.3. A FUNÇÃO LIGAÇÃO À SOCIEDADE UNIVERSIDADE - ESPELHO E MOTOR DA SOCIEDADE Eduardo Raul Lopes RodriguesA UNIVERSIDADE E A BANCA Emílio Rui Vilar AS JÚNIOR EMPRESAS, AS UNIVERSIDADES E A EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA Francisco Veloso e José Rui Felizardo 2.2. A MISSÃO DA UNIVERSIDADE FACE ÀS NOVAS SOLICITAÇÕES DA SOCIEDADE UNIVERSIDADE, INDÚSTRIA E SOCIEDADE: DESAFIOS Eduardo BeiraCAPÍTULO 3. ELEMENTOS DE RELACIONAMENTO ENTRE A UNIVERSIDADE E O ESTADO: FINANCIAMENTO E AVALIAÇÃO 3.1.CONCEITOS E MODELOS DE FINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES 3.1.1. Conceptualização do Financiamento 3.1.2. Mecanismos de Financiamento Público de Base 3.1.3. Aspectos do Financiamento Complementar 3.2. PASSADO RECENTE E PRESENTE DOS SISTEMAS DE FINANCIAMENTO EM PORTUGAL AUTONOMIA E FINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES Luísa Cerdeira3.3. PRINCÍPIOS PARA UMA NOVA METODOLOGIA DE FINANCIAMENTO PÚBLICO DAS UNIVERSIDADES 3.3.1. Abordagens ao Desenvolvimento de Modelos 3.3.2. Âmbito e Unidade de Análise do Modelo 3.3.3. Desenvolvimento do Modelo 3.3.4. Princípios para uma Metodologia de Financiamento Público das Universidades 3.3.5. Proposta para a estrutura de uma Fórmula de Financiamento Público 3.4. PERSPECTIVAS SOBRE A AVALIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES 3.4.1. Conceitos para a Avaliação da Eficácia das Universidades A "AVALIAÇÃO" NA PROBLEMÁTICA UNIVERSITÁRIA António Simões LopesAVALIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES: A EXPERIÊNCIA DO IST Marta Pile e Isabel Teixeira THE QUALITY ASSESSMENT SYSTEM IN THE GERMAN UNIVERSITIES Klaus Landfried A CONCEPTUALISATION OF ACADEMIC STANDARDS IN HIGHER EDUCATION: A UK PERSPECTIVE Peter deVries EXPERIENCES WITH EXTERNAL QUALITY ASSESSMENT IN DUTCH PRIVATE UNIVERSITIES A. I. Vroeijenstijn LEVALUATION DES UNIVERSITÉS FRANÇAISES André Staropoli CAPÍTULO 4. A INSERÇÃO DA UNIVERSIDADE NO SISTEMA DE INOVAÇÃO NA PERSPECTIVA DA ECONOMIA DO CONHECIMENTO 4.1. A CRIAÇÃO, DIFUSÃO E UTILIZAÇÃO DE CONHECIMENTO: IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO 4.1.1. Características da Economia Baseada no Conhecimento 4.1.2. Impacto Económico do Conhecimento 4.1.2.1. Objectos, Ideias e Capacidades: os Ingredientes do Crescimento Económico 4.1.2.2. Utilização, Difusão e Produção de Ideias e Capacidades 4.1.3. Processos de Aprendizagem e Acumulação de Conhecimento: A Interacção entre Ideias e Capacidades 4.2. O PAPEL DA UNIVERSIDADE NA ECONOMIA DO CONHECIMENTO 4.2.1. O Ensino: Produção de Capacidades 4.2.2 . A Investigação: Produção de Ideias 4.3. A PROTECÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL COMO MEIO DE PRESERVAR A INTEGRIDADE INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE 4.3.1. A Prática da protecção da Propriedade Intelectual em Universidades Americanas 4.3.2. Desafios e Oportunidades para a Protecção da Propriedade Intelectual 4.3.3. Um modelo para a valorização da investigação universitária BALANÇO DA EVOLUÇÃO DO SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL NO FINAL DOS ANOS 80 Félix RibeiroPAPEL DA JNICT NO APOIO À CAPACIDADE TECNOLÓGICA E DE INOVAÇÃO NACIONAL ATÉ 1996 Fernando Ramôa Ribeiro INOVAÇÃO E DIFUSÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA Jorge Alves INFRAESTRUTURAS TECNOLÓGICAS: PARA ALÉM DA INTERFACE UNIVERSIDADE-INDÚSTRIA Francisco Veloso CAPÍTULO 5. A ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DAS UNIVERSIDADES 5.1. UMA ABORDAGEM ORGANIZACIONAL À UNIVERSIDADE 5.2. UMA VISÃO SISTÉMICA DA UNIVERSIDADE 5.3. A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENVOLVENTE DA UNIVERSIDADE 5.3.1. A Relação entre a Envolvente e as Organizações 5.3.2. A Envolvente da Organização Universitária 5.3.3. A Evolução Histórica da Envolvente da Universidade 5.3.4. A Renovação Organizacional da Universidade 5.4. ANÁLISE DOS SUBSISTEMAS DA UNIVERSIDADE 5.4.1. Subsistema Psicossocial 5.4.2. Subsistema de Objectivos e Valores 5.4.3. Subsistema Estrutural 5.4.4. Subsistema Técnico 5.4.5. Subsistema de Gestão 5.5. UM MODELO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO PARA AS UNIVERSIDADES 5.5.1. Os Catorze Principios para a Organização e Gestão de Universidades 5.5.2. Proposta de Modelo de Organização para a Universidade 5.5.3. Um Modelo de Gestão para a Universidade 5.6. O ENQUADRAMENTO LEGAL E PRÁTICAS INSTITUCIONAIS DA UNIVERSIDADE PORTUGUESA 5.6.1. A Lei da Autonomia Universitária A LEI DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA Horácio Lopes5.6.2. Caracterização dos Actuais Modelos de Organização e Gestão 5.7. UM NOVO ENQUADRAMENTO ORGANIZACIONAL PARA AS UNIVERSIDADES PORTUGUESAS ÍNDICE DE ASSUNTOS LISTA DE ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS BIBLIOGRAFIA a) Geral b) Relatórios Públicos Mencionados no Texto NOTAS BIOGRÁFICAS DOS AUTORES NOTAS BIOGRÁFICAS DOS AUTORES DAS CONTRIBUIÇÕES |
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